sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Feliz 2009!

Chegamos a mais um final de ano e com ele as eternas promessas de realizações para o ano vindouro. 2008 se passou e infelizmente não pude me dedicar a esse veículo tal como gostaria. A vida é cheia de surpresas e esse ano tiveram muitas, boas e ruins. O fato é que foi um ano produtivo, apesar de todos esses acontecimentos bons e ruins. Algo se passou e muitas coisas encontraram seu destino. Mas nem tudo se resolveu, entro agora em uma nova fase, diferente, a qual ainda não sei como lidar.
Quero aproveitar a oportunidade para agradecer a todos os leitores e a todos aqueles que contribuíram para tornar esse blog um local onde o pensamento possa passar, de algum modo, a partir dessa rede aberta de conexões. Estimo a todos vocês um 2009 cheio de realizações, saúde e muita alegria e "prometo" me dedicar mais a esse veículo no próximo ano!

domingo, 16 de novembro de 2008

Greenaway's Tulse Luper VJ performance

O video acima é um trailer do Game Online sobre o personagem Tulse Luper de Peter Greenaway. O cineasta e multiartista estará no Rio de Janeiro no próximo dia 18 apresentando sua performance sobre Tulse Luper. O filme Tulse Luper suitcases narra a história de um escritor e projetista de Newport (séc. XX) que desapareceu depois de passar por inúmeras prisões. O filme é simplesmente fantástico! Um verdadeira explosão de imagens no meio das milhares de malas de Tulse Luper. O game procura explorar essa imagens, com todas as malas e histórias que envolvem o personagem. Mais sobre a performance

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Sobre "A era da informática"

Recentemente recebi um mail de uma amiga com uma "montagem" de imagens e comentários engraçadíssimos sobre o mundo da informática. Gostei tanto que resolvi fazer um post e perguntei a ela de quem eram as imagens para eu poder dar as devidas referências, ou entrar em contato com o autor, pedir autorização, enfim, algo do gênero... Não obtive resposta alguma. Então, tomei a liberdade de fazer o post, indicando que havia recebido de uma amiga e que havia gostado muito.
Para minha surpresa, hoje quando entrei no blog, as imagens simplesmente não apareciam, não sei se é algum problema com a rede, ou com o site, enfim, aquelas coisas que só acontecem nesse mundo tecnológico. Então resolvi retirar a postagem e aguardar que, ou o problema se resolva, ou talvez o autor das imagens se manifeste, caso se interesse novamente pela postagem.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

'Primavera' dos sonhos e da ficção

Acima, foto de "Goiaba - 'Solaris/Barbarella'", um dos trabalhos da exposição
Sonhei várias noites que pelas frestas das portas de Apontamentos destino eu via uma imagem da Sala de Jantar coberta de água do mar até a altura dos quadros. Daí vieram outros sonhos, onde desenhos tomavam formas abstratas, alguma coisa de ficção que veio do passado e também do futuro... (BAKKER)
Essa parece ser a inspiração, o motivo que conduz A partir de primavera noturna, individual de Claudia Bakker, inaugurada no último dia 26, antes de partir para Portugal, onde fará sua primeira exposição individual internacional. Seu processo de criação compreende, pois, as fronteiras do sonho e da ficção, universo metafísico no qual a artista explora o informal e o abstrato.
Encontramos nesse trabalho elementos que já estavam presentes em Primavera noturna, sobretudo no que diz respeito às raízes ou rizoma, de onde Bakker parte para criar A partir de primavera noturna. A tendência que já se encontra em Primavera noturna, toma agora outros desdobramentos.
Uma das qualidades do rizoma é a de ter conexões heterogêneas. Nesse sentido, Bakker teve a sensibilidade de levar adiante esta idéia; uma vez que A partir de primavera noturna já nos mostra os indícios de agenciamentos que não se restringem somente às raízes ou rizoma. O próprio rizoma não se limita ao domínio da raiz, pois a própria raiz se conecta, além de outras raízes, com a grama, com as flores e com as árvores. Todavia, as conexões de Bakker, além das raízes ou rizoma, desta vez seguem o viés do entrelaçamento. O que a artista captura do rizoma são os laços, os nós, o momento em que as raízes se entrecruzam; o nó górdio da criação, mas também o infinito, onde tudo parece mergulhar.
O domínio do sonho e da ficção constituem ainda, para Bakker, algo que evoca uma temporalidade, vinda do passado, mas também do futuro, como ela mesma afirma. Uma virtualidade ou coexistência que a artista atualiza em sua criação. Os sonhos nos remetem a lembranças, mas também são nossos fantasmas, nossos embriões, na medida em que a partir deles o drama das idéias se desenrola. O sonho, segundo Bergson, afrouxa nossas funções orgânicas e modifica a superfície de comunicação entre nosso eu e as coisas exteriores. Por isso a dimensão onírica se relaciona diretamente com o tempo, ou ainda com o que Bergson designa por duração.
A duração é precisamente esse estado onírico em que nos encontramos, no qual não medimos o tempo, mas só o sentimos. Justamente por isso, nossos instintos se confundem e embaralham os sentidos. Um território propício ao domínio da arte e, portanto, da criação; já que a arte é, por excelência, uma atividade criadora.
A idéia de ficção, presente nesse trabalho, nos conduz a lugares e coisas que só vemos na ficção científica ou mesmo nos sonhos. É ali que a arte trava sua luta contra o caos. A arte precisa mergulhar no caos para trazer dele suas variedades, que não constituem uma reprodução do sensível, mas sim um ser de sensação. A arte traça um plano de composição sobre o caos e traz dele as velocidades infinitas e as compõe com seus movimentos finitos. Nesse sentido, observa Deleuze: "O pintor passa por uma catástrofe, ou por um incêndio, e deixa sobre a tela o traço dessa passagem, como do salto que o conduz do caos à composição" (O que é a filosofia?. p. 260-261). O domínio da ficção implica um mundo possível, e não a representação do mundo tal como ele é, daí os indícios de que fala a artista: "... é preciso buscar no tempo associações e o que ofereço a quem vê é sempre um indício" (BAKKER).
A arte é sempre um acontecimento criador, novo, imprevisível. Cria-se a partir desse mundo em direção a mundos possíveis, mas ainda desconhecidos, um futuro imprevisível e irredutível ao presente. Por isso, Bakker assinala o domínio da "ficção que vem do passado e também do futuro" (BAKKER). A única coerência desse encontro do sonho com a ficção, que povoa esse trabalho, vem de fora, do caos que a artista compõe com o plano traçado.
Criar implica em traduzir, decifrar, desenvolver signos exteriores. O artista, em geral, percebe as pressões secretas da obra vindas de fora. As variedades artísticas, bem como as idéias, não são imóveis, mas sofrem modificações, variações, transformações próprias às tendências, porque são solidárias de um plano de composição da arte que está em perpétuo devir. Daí a continuidade desse trabalho que se inicia em Primavera noturna.
O universo dos sonhos e da ficção no qual A partir de primavera noturna mergulha é o próprio campo metafísico. Esse universo desemboca diretamente no tempo. A artista traça, pois, um plano de composição constituído por elementos informais ou abstratos, extraídos da mistura das velocidades infinitas do caos com os movimentos finitos da arte.
A exposição ficará em cartaz até 26 de julho na Galeria Arte em dobro, no Leblon. A artista apresenta 26 novos trabalhos que reúnem desenhos feitos com linha, objetos de tecido e fotografia.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Resultado da enquete: "Quem foi o primeiro filósofo grego?"

Tales de Mileto - 75% dos votos
Platão - 25% dos votos
Agradeço a participação de todos e em breve apresentaremos nova enquete.
Tales de Mileto foi o primeiro filósofo grego (640- 548/545 a.C), também conhecido como Pré-Socrático, isto é, nascido antes de Sócrates (427-399 a.C.). Tales figura entre os pensadores das colônias gregas da Ásia Menor, em Mileto, junto à linhagem de físicos, também conhecidos por jônios, em razão de sua origem, a Jônia. Esses físicos, também chamados assim, começaram a especular sobre a natureza profunda das coisas, sobre o que por trás das aparências constitui seu princípio - arché. Para Tales a arché é a água.
Platão (428/427 - 348/347 a.C.) foi discípulo de Sócrates e inaugura o método dialético de pensar, que influencia toda a tradição filosófica do ocidente. Platão escreve sob a forma de Diálogos e tem Sócrates como personagem.

domingo, 22 de junho de 2008

"Colóquio Internacional Bergson"

Terá início amanhã nas dependências da Universidade Federal de São Carlos o "Colóquio Internacional Henri Bergson". A idéia é inserir o evento no amplo movimento de retomada do pensamento de Bergson, em curso desde meados da década de 90. O Colóquio reunirá pesquisadores brasileiros e estrangeiros já renomados, bem como os "novos" pesquisadores. Também serão apresentadas as recentes pesquisas sobre Bergson e o pensamento francês contemporâneo. O evento conta com a participação de Frédéric Worms, um dos grandes estudiosos de Bergson, diretor do Centre International d'Etude de la Philosophie Française Contemporaine e da Societè des Amis de Bérgson. O evento acontece até dia 26 de junho. Confira aqui a programação completa.

terça-feira, 3 de junho de 2008

David Lynch & Lumière

O vídeo abaixo é um curta de David Lynch realizado com um cinematógrafo, isto é, a câmera original dos irmãos Lumière. Trata-se de uma colaboração entre 40 diretores de cinema em todo o mundo onde cada um produziu um curta nos mesmos moldes daqueles de 1895. Eis as regras: o filme não pode exceder 52 segundos de duração, sem áudio sincronizado e com, no máximo, três takes. A sensação que temos, ao assistir esse curta, é que estamos diante de um filme do século XIX, com toda a dramaticidade que Lynch transpõe para as telas. Um deleite para os amantes do cineasta...

sábado, 24 de maio de 2008

"Hiato": cinema e política

Estréia amanhã no Cinema Odeon, na Cinelândia, o documentário Hiato de Vladimir Seixas (Mestrando em Filosofia pela UERJ e aluno da Escola de Cinema Darcy Ribeiro). O filme trata da ocupação dos Manifestantes Sem-teto no Shopping Rio Sul em 2000. A ocupação causou um estranhamento nos freqüentadores e trabalhadores do Shopping e provocou uma repercussão na mídia e na população em geral. Os Professores Ivana Bentes (ECO-UFRJ) e James Arêas (Depto. de Filosofia/ UERJ) são alguns dos entrevistados desse documentário. O filme terá início às 9hs com entrada gratuita. Confira o trailler acima.

sábado, 17 de maio de 2008

Um estudo sobre o amor

O amor, tema de vital importância, por diversas vezes abordado pela literatura, ganhou um estudo na Filosofia. Trata-se de um comentário, como assim afirma a autora do livro, acerca do Discurso de Fedro no Banquete de Platão.
Esse comentário, segundo Franco, pretende auxiliar os estudantes de Filosofia na compreensão dos textos antigos. Os interessados contam agora com uma nova e original pesquisa. Além do comentário ao "...primeiro dos discursos não-filosóficos sobre o amor" (FRANCO, Irley, O sopro do amor, p.vii), o livro dispõe de uma tradução do Discurso diretamente do grego pela autora. Estudiosa do pensamento grego e sobretudo do texto grego do Banquete, Irley Franco é Professora do Departamento de Filosofia da PUC-Rio.
Essa pesquisa é, num certo sentido, uma subversão aos estudos antigos que, tradicionalmente - a partir da influência de Léon Robin, considerado o maior comentador e tradutor do Banquete - desqualificam o Discurso de Fedro. Segundo Franco, essa tradição considera esse Discurso irrelevante para o que designam por teoria platônica do amor.
Dentre as idéias que inspiraram a autora a realizar tão ousada obra, destacamos: as conversas filosóficas mantidas com a Profa. Da. Elsa Buadas (Depto. de Filosofia PUC-Rio) durante seus cursos sobre o Banquete; e a comoção provocada, na autora, pela simples audição de O adeus (3ª versão in: Poemas, Cia. das Letras), belíssimo poema de Hölderlin sobre o amor. Esse poema possibilitou ainda, segundo ela, todas as intercessões entre os pensadores "antigos" e os "modernos".
Nesse sentido, O sopro do amor (Palimpsesto Editora, 2006) é atravessado por diversas conexões que levaram a esse ousado estudo a propósito do discurso de Fedro no Banquete de Platão.
Mais informações sobre o livro: ed.palimpsesto@gmail.com.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

About "Google me: the movie"

"Google me: the movie" é um filme que trata de um interessante tema a ser pensado nos dias de hoje. O filme aborda, num contexto específico, de nossa sociedade contemporânea, o problema da homonimia nessa grande rede que é a Internet. Homonimia aqui definida no sentido contemporâneo e não naquele que já falava Aristóteles.

Nossa sociedade atual é precisamente aquela já designada por Deleuze, Foucault e Burroughs como sociedade de controle. Essa sociedade se define essencialmente por controle contínuo e comunicação instantânea.

Killeen mostra nesse filme, como, na grande rede que conecta tudo e todos, qualquer pessoa pode acessar seu nome e ver, a qualquer momento, uma diversidade de pessoas, com o mesmo nome, que pouco ou nada têm em comum com ela.

Muitos problemas podem advir daí e nos levam a pensar tal sociedade: um deles é que, por exemplo, não sabemos ainda quais as conseqüências dessa grande rede de informação.

A pergunta que surge com essa problemática é: será possível escapar desse controle, no sentido de mantermos nossa privacidade, ou se preferirmos, nos preservar dessa exposição quase que absoluta promovida por essa "comunidade" que se alastrou pelo planeta?

Talvez a saída esteja em preservarmos nossa identidade e entrar nessa grande rede travestidos com máscaras, nomes falsos. Nos transformarmos em falsários, no sentido de elevar ao último grau as potências do falso, para enfim atingir o devir-imperceptível e participar desse grande bal masqué do século...

domingo, 4 de maio de 2008

II Seminário de Filosofia Antiga da UERJ

Terá início amanhã na Universidade do Estado do Rio de Janeiro o II Seminário de Filosofia Antiga. Neste ano o Seminário abordará o problema da linguagem, do mito e da retórica. Os Professores Drs. Fernando Rodrigues (UFRJ) e James Arêas (UERJ) abrirão o Seminário, amanhã às 10hs abordando os respectivos temas: "A estrutura conceitual da Ética a Nicômaco" e "As veias abertas da ontologia no Sofista de Platão". O Seminário prosseguirá até sexta-feira e terá conferências e comunicações ao longo de toda a semana. Confira a programação aqui.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

René Schérer - Minorias

René Schérer, um dos maiores pensadores contemporâneos e também um dos maiores comentadores de Gilles Deleuze, esteve algumas vezes no Brasil, especialmente no Rio de Janeiro.
O vídeo acima mostra o pensador no Cóquio em Paris 8, (Jan. 2005) proferindo uma conferência sobre Deleuze, Guattari e Guy Hocquenghem, a propósito das minorias, um dos temas mais importantes do pensamento de Deleuze.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Pergunte ao... Nuno Ramos - Projeto respiração

Foi inaugurada ontem a 8ª Edição do Projeto Respiração, sob a curadoria de Marcio Doctors. O projeto segue com sua proposta de fazer uma intercessão entre a arte contemporânea e o acervo da Fundação Eva Klabin. Desta vez é o artista Nuno Ramos, com a intervenção Pergunte ao, que apresenta suas intervenções na casa-museu. O projeto, de grande importância para a arte, teve, em sua Sétima Edição Nocturno com o artista português Rui Chafes, a indicação do jornal "O Globo" como sendo uma das melhores exposições de 2007. Pergunte ao segue até 01 de Junho, de quarta a domingo das 14h às 18h de 2008, com visita guiada à coleção da Fundação. A Fundação fica na Av. Epitácio Pessoa, 2480, RJ. Tel: (21) 3202-8550.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Filosofia e arte: homenagem a Gerd Bornheim

Acontece hoje, às 19hs, o lançamento do livro Arte Brasileira e Filosofia: espaço Aberto Gerd Bornheim (UAPÊ), dedicado ao Professor de Filosofia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro Gerd Bornheim (1929-2002).
Resultado do evento realizado na UERJ em 2006 em homenagem ao professor, Espaço aberto Gerd Bornheim, o livro é uma coletânea de textos, de alguns dos participantes do evento, que tratam da relação da arte brasileira com a filosofia.
Organizado pela Profa Da. Rosa Dias (Depto. de Filosofia da UERJ), por Gaspar Paz (UERJ) e por Ana Lúcia Oliveira (UERJ), a publicação reúne artigos de Rodrigo Gueron, Luis Orlandi, Peter Pál Pelbart, Marly Bulcão, Bento Prado Jr., Rosa Dias, Déborah Danowski, Márcia Gonçalves, do próprio Gerd Bornheim, do cineasta Julio Bressane, dentre outros autores.
O lançamento acontece na Livraria da Travessa, Shopping Leblon. Av. Afrânio de Mello Franco, 290 - 2º piso e contará ainda com um sarau poético-musical.

sábado, 1 de março de 2008

Encontro com Jaa Torrano

É com muita alegria que a série Encontros é inaugurada neste blog. Trata-se de uma Série com entrevistas e/ ou conversas com pensadores de áreas como filosofia, arte, ciência. Iniciaremos esta série com a linda entrevista que Caio Liudvik realizou com o Professor Dr. Jaa Torrano (foto), um dos mais importantes estudiosos do pensamento antigo do país.
Essa entrevista foi inicialmente publicada em versão resumida pelo Caderno Mais! (Folha de São Paulo em 16/01/2005) e sua versão integral também consta no Boletim do CPA (Campinas nº19, jan/jun, 2005).
A idéia dessa série é fazer com que os encontros com o pensamento sejam possíveis, porque para pensar é preciso também encontrar. Conversar e/ou entrevistar alguém é, num certo sentido, encontrar alguém, encontrar o pensamento. Isso só é possível quando alguém tem algo a dizer sobre determinado assunto, já que só temos idéias dentro de áreas específicas e não idéias em geral. É em nome da criação que os encontros são possíveis.
Ter uma idéia é algo muito difícil, por isso é preciso concebê-la como uma espécie de festa. O mesmo acontece nos encontros, quando conseguimos, devemos recebê-los como uma festa. É assim que percebo esse encontro entre o Professor Torrano e Caio Liudvik, como uma festa, ou melhor um encontro dos deuses! Já que se trata, nessa conversa, dos deuses gregos. De aproximadamente 2600 anos atrás.
Uma entrevista pode seguir os traços de um devir, um único e mesmo devir que se forma em um encontro, uma hecceidade. Os devires imperceptíveis, são atos que contêm uma vida e se expressam em um estilo. No estilo encontramos intensidades, sons, cores ou mesmo imagens que passam ou não, agenciamentos. Quando se cria, a solidão é inevitável e absoluta, por isso não é possível participar de uma escola, porque só há trabalho clandestino, mas essa solidão é absolutamente povoada pelos encontros. É no fundo dessa solidão que os encontros se fazem, devires ou núpcias anti-natura. Encontramos pessoas, às vezes sem jamais as conhecer ou vê-las, encontramos idéias, movimentos, acontecimentos.
Espero que os leitores se deleitem nesse encontro com o pensamento que promoveram Liudvik e o grande Professor Torrano!
O link dessa entrevista ficará disponível também no canto esquerdo do blog inaugurando a Série Encontros.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Que venha 2008!

Copacabana - 2008 - By Um olhar a cada dia